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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

PMs denunciados por envolvimento na morte do ex-mascote do Ferroviário são absolvidos


Três policiais militares que haviam sido denunciados à Controladoria Geral de Disciplina (CGD) foram absolvidos da suspeita de envolvimento na morte de Ronierbson Gomes e Silva, conhecido como antigo intérprete do mascote Tutuba, do Ferroviário. As testemunhas apontadas por familiares da vítimas deram depoimento negando terem visto as supostas agressões dos PMs. Outra das pessoas ouvidas, uma servidora do Instituto Doutor José Frota (IJF), negou que tivesse presenciado Roni Tutuba, como era conhecido, afirmar ter sofrido espancamento por parte dos policiais. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado na segunda-feira, 30, por falta de provas.
Os três policiais investigados foram responsáveis por atender Roni Tutuba após um acidente de trânsito. A vítima teria tentado invadir um estabelecimento comercial e, em seguida, a viatura da PM acionada para a ocorrência deixou Ronierbson em casa. A família, conforme documento publicado no Diário Oficial do Estado, afirmou que recebeu informações de que, antes de ser deixado na residência, o intérprete do mascote do Ferroviário teria sido espancado pelos agentes de segurança.
Os parentes apontaram testemunhas que teriam visto o crime, além de uma servidora que atendeu Ronierbson no IJF e teria afirmado que, na sala de reanimação, ele comentou ter sido agredido pelos PMs. Nos respectivos depoimentos, porém, todas as testemunhas negaram qualquer comentário sobre a atuação dos policiais.
O depoimento dos três policiais afirma que Tutuba estaria na calçada do estabelecimento e teria uma mancha de sangue na roupa. Ele teria pedido aos PMs para ir para casa e, ao entrar em contato com a própria esposa, ela afirmou que não poderia buscá-lo. Em contato com a Coordenadoria Integrada de Operações (Ciops), os agentes pediram autorização para deixar a vítima do acidente em casa e receberam a orientação positiva.
O depoimento dos familiares é de que, além de terem recebido informes sobre a agressão, perceberam manchas roxas em Roni Tutuba. Segundo eles, Ronierbson teria confirmado que foi vítima de agressões. Por serem de parentes da vítima, porém, as acusações foram desconsideradas pela Controladoria Geral de Disciplina.
O proprietário e os funcionários da pizzaria onde teria ocorrido o crime afirmaram que Roni Tutuba estava “transtornado” e que queria entrar no estabelecimento, afirmando que pessoas queriam matá-lo. Disseram ainda que não presenciaram agressões contra. A CGD entendeu que o erro dos policiais teria sido infringir deveres militares e levar o acidentado e acusado de conduta criminosa diretamente para a residência. Tal infração ocasionou na penalidade de dois dias de permanência para os soldados envolvidos, e de quatro dias para o sargento.
Nos laudos médico e cadavérico constam que não foram encontradas lesões traumáticas visíveis que pudessem ser atribuídas às causa da morte. Além disso, o quadro clínico durante o internamento chegou à conclusão que Roni Tutuba apresentava diagnóstico de rabdomiólise (síndrome de destruição do músculo esquelético com vazamento do conteúdo muscula) e insuficiência renal aguda, além de acidose grave — que resultou na morte. Os sinais indicam insuficiência renal, cardiocirculatória, pulmonar e doença hepática.
O Caso
Ronierbison Gomes e Silva, à época intérprete do Tutuba, morreu na madrugada do dia 6 de novembro, no Instituto Doutor José Frota (IJF). Inicialmente, foi afirmado que ele faleceu em decorrência de acidente de trânsito que sofrera. Mas, posteriormente, a família denunciou que o mascote do Ferroviário foi vítima de espancamento. Parentes afirmaram que testemunhas relavam agressões, que teriam sido iniciadas em uma pizzaria, e, posteriormente, continuadas por policiais que atenderam a ocorrência. A Controladoria Geral de Disciplina entrou no caso e, em dezembro do ano passado, foi divulgada nota informando que o laudo cadavérico do caso foi entregue à autoridade policial e que a investigação seguia em andamento.
(O POVO Online/Foto – Reprodução do Facebook)

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