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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Deputados do PSL que apoiaram Bolsonaro são afastados de comissões


O líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Waldir (PSL-GO), disse ao Correio, nesta quinta-feira (10/10), que formalizou o desligamento de alguns parlamentares do partido de comissões que integravam na Casa. A decisão atinge deputados que divulgaram, nesta quarta-feira (9/10), uma nota conjunta de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, que está em crise com a cúpula do PSL. Os afastados são Filipe Barros (PR), Carlos Jordy (RJ), Bia Kicis (DF), Carla Zambelli (SP), Bibo Nunes (RS) e Alê Silva (MG). 

"Eu afastei de comissões todos os deputados que atacaram o PSL e o seu presidente, deputado Luciano Bivar", disse o deputado Delegado Waldir, que voltou a reagir às críticas feitas por Bolsonaro contra o partido. Na terça-feira (8/10), o chefe do governo disse a um apoiador para esquecer o PSL e que Bivar "está queimado para caramba", em razão do envolvimento do partido com candidaturas laranjas em Minas Gerais e Pernambuco.

"O presidente fica olhando para o quintal dos outros, quando antes deveria olhar para o dele", disse Delegado Waldir, em referência a suspeitas de envolvimento de filhos de Bolsonaro com contratações fantasmas em seus gabinetes e outras irregularidades.

O líder do PSL explicou que não afastou os deputados de todas as comissões porque, segundo o regimento da Câmara, eles têm que integrar pelo menos um desses colegiados.

Apesar da decisão do deputado, alguns parlamentares do PSL ainda não tinham conhecimento do assunto. "Eu acabei de pedir para minha equipe ver se isso já foi colocado em prática. Eu não posso falar sobre algo que eu não sei se aconteceu ainda. Deixa eu dar uma olhada e já te falo", disse a deputada Carla Zambelli, ao ser procurada pelo Correio. Minutos depois, ela enviou, por Whatsap, o print de uma página do site da Câmara que mostra seu nome como integrante de 12 comissões. "Ainda estou em todas", escreveu a parlamentar.

Também o deputado Carlos Jordy não tinha conhecimento do seu afastamento de algumas comissões. Procurado pelo Correio, ele disse que soube do afastamento apenas do colega Filipe Barros. "Lamento muito isso, porque o deputado Filipe é um dos que mais atuam na defesa do governo na Câmara", disse Jordy.

Bolsonaro reafirmou na quarta-feira (9/10), após participar de um evento em São Paulo, que não pretende deixar o PSL. "Eu já sou casado e você quer arrumar outra mulher para mim?", disse o presidente aos jornalistas, ao deixar o Fórum de Investimentos Brasil 2019, na capital paulista. Na quarta-feira (9/10), ele negou a existência de uma crise e disse que o "PSL está estagnado".

Apesar de negar a possibilidade de deixar o PSL, Bolsonaro tem namorado o partido Patriota, antigo Partido Ecológico Nacional (PEN),  que chegou a mudar o estatuto para recebê-lo no período eleitoral, mas acabou sendo preterido pelo candidato. Nesta quinta-feira (10/10), o Patriota fez um novo convite para o presidente se juntar à legenda.

Caso saia do partido, Bolsonaro pode enfrentar ainda mais dificuldades na relação com o Congresso, além de perder o direito de compartilhar dos montantes dos fundos Partidário e Eleitoral destinados ao PSL. Segundo interlocutores, o objetivo do presidente é ser 'dono' de um partido, onde ele possa mandar, o que ele não consegue fazer no PSL.

Correio Braziliense

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