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terça-feira, 24 de setembro de 2019

''A Amazônia está queimando, mas não é tão grave'', afirma ministro

(foto: Carl de Souza/AFP)
Com 30 dias de funcionamento, a Operação Verde Brasil trouxe resultados para o desmatamento da Amazônia Legal, segundo o Ministério da Defesa, em coletiva nesta segunda-feira. A ação, que permite o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem Ambiental (GLOA), foi prorrogada até o dia 24 de outubro de 2019, autorizada pelo Decreto nº 10.022. 

Segundo o ministro Fernando Azevedo, "a Amazônia está queimando, mas não tão é grave quanto foi dito". Com base em dados oficiais, a quantidade de focos de calor de agosto deste ano é menor do que a média de anos anteriores. "Principalmente de fora [do país], o que ouvíamos era que a Amazônia estava em chamas. Mas nossa operação mostrou que os números não estavam distantes da média. A floresta úmida está preservada", disse. 

O primeiro mês de Operação Verde Brasil combateu, ao todo, 571 focos de incêndio por meio terrestre e 321 focos por meio aéreo, segundo o Ministério da Defesa. Mais de 20 mil metros cúbicos de madeira ilegal foram apreendidas e quatro madeireiras foram fechadas. Quanto ao número de agentes envolvidos, há 8.170 agentes públicos, entre militares e integrantes de órgãos federais, estaduais e municipais.

De acordo com Gabriel Zacharias, chefe do Centro Especializado Prevfogo do Ibama, os focos de calor são passíveis de autorização ou são criminosas. Para identificar a característica do ponto de calor, é feito processo de investigação e perícia, com apoio de agentes de policiamento. "A partir do relatório conseguimos ver se foi ação criminosa ou se foi um descuido."

Ao todo, segundo a pasta, foram aplicadas 112 termos de infração, contabilizando R$ 36.367.510,25 em multas de atividades ilegais, como garimpo e desmatamento. As multas são aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e polícias estaduais nos estados da Amazônia Legal. "O recurso arrecadado vai para o Tesouro, é um cofre só. Quem utiliza é o governo", explica o ministro. 

De acordo com Fernando Azevedo, a operação gastou R$ 11 milhões a mais do que o recebido para o primeiro mês, que foi R$ 38,5 milhões. “Para equalizar essa conta e continuar a atuar, tivemos liberados no descontingenciamento R$ 50 milhões e no futuro deveremos receber mais R$ 36 milhões para novas operações, chegando a R$ 86 milhões”, explica.

A operação utilizou também 143 viaturas, 12 aeronaves e 87 embarcações. No total, foram apreendidos 28 veículos e 68 pessoas foram detidas. A estrutura da GLO constitui-se pelo Comando Conjunto da Amazonia, Comando Conjunto do Norte e Comando Conjunto do Oeste.

Na coletiva, foi apresentado o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), local onde são realizadas as atividades técnicas e operacionais do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM). O Centro é utilizado para auxílio no combate às queimadas na Região Amazônica. O SIPAM produz imagens em alta resolução que mapeiam as alterações na cobertura florestal com quaisquer condições meteorológicas.

Correio Braziliense - *Estagiária sob a supervisão de Leonardo Cavalcanti

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