Cacique Pequena receberá a Medalha Boticário Ferreira - CONEXÃO NOTÍCIA - Wellington Marques

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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Cacique Pequena receberá a Medalha Boticário Ferreira


Maria de Lourdes da Conceição Alves, mais conhecida como Cacique Pequena, receberá, às 19 horas desta sexta-feira, na Câmara Municipal de Fortaleza, a Medalha Boticário Ferreira. A iniciativa é do vereador Sargento Reginauro, que conheceu a tribo Jenipapo-Kanindé, no Aquiraz, onde ela comanda, e observou a força e a representação da cacique, enquanto mulher e enquanto chefe de uma tribo indígena.
“Eu tive que ouvir de outros caciques que mulher só serve para cama e beira de fogão”, lamenta Pequena, após ter quebrado tabus e vencido o preconceito machista de que a mulher nasceu para cuidar da casa e dos filhos.
O vereador Sargento Reginauro é defensor da causa, tanto que aprovou duas emendas no Código da Cidade: uma sobre o direito da natureza de existir (264/2019) e outra sobre a ampliação da cobertura vegetal (266/2019). A primeira tem o intuito de blindar a preservação e a manutenção da “Mãe Terra”, como costuma chamar Cacique Pequena. Já a segunda é sobre a cobertura vegetal, que está longe de ser o adequado. A quantidade mínima preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 12 m² de área verde por habitante, sendo que atualmente está em 8m². Portanto, a emenda propõe que em até cinco anos haja 12m² por habitante, ou seja, cerca de uma árvore por morador.
Cacique Pequena
Escolhida representante oficial de seu povo, entre 39 caciques homens, Pequena há anos enfrenta as consequências de inovar uma tradição. Foi eleita pelos indígenas em 1995. Após seu pai falecer e ser a única herdeira, aceitou o seu destino e teve que vencer os preconceitos de outros caciques de outras tribos.
Mãe de 16 filhos, cerca de 50 netos e aproximadamente uns 15 bisnetos, o amor da cacique se estende às mais de 100 famílias que integram sua aldeia. Ela já saiu algumas vezes para batalhar pelas famílias em Minas, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Pequena precisou reivindicar o direito de ter os mais de 1.700 hectares de terra dos Jenipapos-Kanindés oficialmente demarcados e registrados.
Blog do Eliomar - Foto – Arquivo

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