Governo anuncia nesta terça medidas para o transporte rodoviário no país - CONEXÃO NOTÍCIA - Wellington Marques

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terça-feira, 16 de abril de 2019

Governo anuncia nesta terça medidas para o transporte rodoviário no país


O governo apresenta, nesta terça-feira (15/4), propostas mais amplas e duradouras e não apenas relacionadas ao preço do óleo diesel para tentar solucionar os problemas enfrentados na cadeia do transporte rodoviário no Brasil. Estão entre as medidas que serão anunciadas nesta terça-feira o alongamento do prazo mínimo entre 15 e 30 dias para o reajuste do óleo diesel; o maior controle da “indústria” da multa dos pardais; o aumento da fiscalização do cumprimento da tabela do frete e da jornada de trabalho, bem como a construção dos locais de repouso nas rodovias com pedágio; a busca pela conclusão das obras de infraestrutura das principais rodovias nacionais, tais como a BR-163 e a BR-242; e financiamentos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Outras medidas também devem ser apresentadas pelo governo nesta terça-feira (15/4). A preocupação é buscar soluções estruturantes mais amplas do que somente o preço do diesel. Os detalhamentos serão feitos pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, em coletiva à imprensa, às 11h, no Palácio do Planalto. A ideia é anunciar decisões para melhorar as condições do setor de transporte rodoviário, não só em relação ao custo do combustível.

O ministro foi um dos que participaram, ontem, de uma reunião interministerial na Casa Civil, que durou quase 4h. Além de Tarcísio, estiveram presentes os ministros da Economia, Paulo Guedes; de Minas e Energia, Bento Albuquerque; da Secretaria de Governo, Santos Cruz; e da Secretaria-Geral, Floriano Peixoto. Também compareceram o presidente do BNDES, Joaquim Levy, e o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Depois dessa reunião, Bolsonaro recebeu Guedes em particular para, também, discutir soluções para o setor rodoviário.

Petrobras

Não está no radar a reedição da subvenção do diesel, como ocorreu no ano passado, quando o governo subsidiou parte do custo do combustível. Foi o que afirmou ontem Castello Branco. “Não ouvi falar disso, até porque a Petrobras é livre (para fixar seus preços)”, declarou, após a reunião. Na tentativa de acalmar o mercado e amenizar a intervenção feita por Bolsonaro — confirmada pelo próprio chefe do Planalto na sexta-feira —, o presidente da estatal negou que o governo tenha influenciado na decisão de segurar o reajuste do diesel.

O presidente da Petrobras não confirmou, entretanto, quando a empresa vai reajustar o combustível e garantiu que a política de preços da estatal não tem relação com ações do governo. “Vamos decidir quando vai ser reajustado ou não. É uma decisão empresarial, diferentemente da decisão do governo, que é de políticas públicas. O que significa que a Petrobras é livre”, declarou.

Convencimento

Nesta terça-feira, Bolsonaro se reunirá com ministros e técnicos da Petrobras. O encontro tem por objetivo prestar esclarecimentos a ele sobre a estrutura de produção, distribuição e revenda de combustíveis. No encontro, também serão detalhadas as medidas apresentadas pela manhã. Na sexta-feira, Bolsonaro já havia manifestado o interesse pela reunião. “Convoquei todos da Petrobras para me esclarecer por que 5,7% de reajuste, quando a inflação deste ano está projetada para menos de 5%. Se me convencerem, tudo bem, se não me convencerem, nós vamos dar a resposta adequada para vocês”, disse.

A análise no mercado não é otimista. Para economistas, Bolsonaro tem demonstrado ser vulnerável à pressão do setor rodoviário, mas investidores acreditam que é preciso impedir novas intervenções nos preços dos combustíveis vendidos nas refinarias da Petrobras. Ontem, a estatal recuperou apenas R$ 410 milhões dos R$ 32 bilhões perdidos na última sexta-feira (confira matéria na página 3). Além de irritar os investidores, o movimento do presidente gerou reações da classe política.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), questionou a atitude de Bolsonaro. “Vai sustentar um subsídio do óleo diesel? Tem preços internacionais. O ex-presidente Michel (Temer), quando fez subsídio, faltavam seis meses para acabar o governo e custou R$ 10 bilhões”, criticou. “Bolsonaro tem três anos e nove meses. Vai sustentar um subsídio do óleo diesel? Amanhã não é mais do diesel, por que não é do meu carro, do seu carro?”, emendou, durante o Fórum Exame de 100 dias de governo, em São Paulo.

Museu de NY recusa  evento de premiação 

O Museu Americano de História Natural de Nova York anunciou, nesta segunda-feira (14/4), que não vai mais sediar o evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos que homenageia o presidente Jair Bolsonaro. “Com respeito mútuo pelo trabalho e pelos objetivos de nossas organizações individuais, concordamos que o museu não é o local ideal para o jantar de gala da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Esse evento tradicional vai acontecer em outro local, na data e hora originais”, anunciou o museu pela conta no Twitter. A Câmara de Comércio escolheu Bolsonaro como “personalidade do ano”, em prêmio que é tradicionalmente entregue durante um jantar de gala no museu. Desde a semana passada, o museu tem sido alvo de críticas pela homenagem ao brasileiro, principalmente por posições sobre políticas para o meio ambiente.

Correio Braziliense

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