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sexta-feira, 15 de março de 2019

Polícia pede apreensão de jovem suspeito de ajudar atiradores de Suzano


A Polícia de São Paulo pediu a apreensão de um terceiro jovem suspeito de ter participado do planejamento do ataque a uma escola em Suzano (SP), ocorrido nessa quarta-feira (14/3). As investigações apontam que o rapaz participou de encontros com os dois autores do massacre, em um estacionamento a duas quadras do colégio. Ao todo, 10 pessoas morreram na tragédia.

O terceiro de 17 anos também é ex-aluno do colégio e estudou com Guilherme Taucci, que tem a mesma idade. Ele já foi ouvido pela polícia e a apreensão depende de decisão da Justiça. De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, o crime estava sendo planejado ao menos desde novembro e as conversas entre os comparsas ocorriam principalmente de forma presencial, já que moravam perto um do outro. 

Os encontros do rapaz com Guilherme e Luiz Henrique Castro, 25, aconteceram entre os dias 21 e 25 de fevereiro, em um estacionamento que teria servido de base para o planejamento do ataque, conforme informações do portal da revista Veja. Segundo o dono do estacionamento, os rapazes costumavam chegar ao local por volta da 0h e ficavam até as 4h. Nas últimas vezes em que estiveram por lá, eles pediram para deixar o veículo em uma vaga enconstada na parede e escondida das câmeras de vigilância.
 
Os jovens pagaram R$ 300 para usar o estacionamento por 15 dias. O prazo venceu no dia 7 deste mês, última vez em que estiveram no local. O carro era o mesmo usado no dia do ataque à escola, um Chevrolet Onyx branco. O proprietário do estacionamento, que entregou os registros de entrada e saída dos rapazes à polícia, disse que eles não fizeram nada que levantasse suspeita e, inclusive, conhecia Guilherme, já que ele costumava deixar carros da locadora do tio — que também foi assassinado no massacre — no local.
 

Internet 

A Polícia ainda realiza perícia nos equipamentos apreendidos para apurar a suspeita de que fóruns da deep web incitaram a tragédia. "Eles não se sentiam reconhecidos na comunidade que faziam parte e queriam agir como em Columbine, com crueldade. Este era o principal objetivo: a repercussão", disse Fontes.

O delegado detalhou que a besta, o arco e flecha, o machado e as roupas táticas foram adquiridos pelo site Mercado Livre, plataforma que permite vendas diretas entre comerciantes e consumidores. 

Ataque

O tiroteio deixou ao menos 10 mortos, incluindo estudantes e os dois responsáveis pelo ataque, identificados como os ex-alunos Guilherme Monteiro, 17 anos, e Luís Henrique de Castro, 25. Há ainda pessoas feridas, que foram levadas a hospitais da região.
 
O colégio alvo do ataque é Escola Estadual Raul Brasil, que leciona para crianças e adolescentes dos ensinos fundamental e médio. Segundo o coronel Marcelo Salles, comandante-geral da PM de São Paulo, os dois atiradores primeiro atacaram um dono de locadora de carros próximo à escola. O empresário, que é tio de um deles, foi levado ao hospital e submetido à cirurgia, mas não resistiu, sendo a primeira vítima.
 
Com informações da Agência Estado 

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