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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

PSL e MDB brigam pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara


A disputa pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara tem gerado um cabo de guerra entre o partido do governo, PSL, e o MDB. Ambos continuam a afirmar que tiveram a garantia do presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia, de que teriam o direito de presidir a segunda comissão mais disputada. Por mais que o PSL seja o partido de maior expressão do bloco que reelegeu o presidente, os governistas já terão o comando da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ). Ambas as legendas já têm os nomes que pretendem indicar, mas nenhum dos dois partidos quer ceder.

O líder do MDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP), enfatizou que têm buscado “um grande entendimento”, mas que os emedebistas não irão ceder a presidência da CFT. Assim, o acordo poderia girar em torno da vice-presidência ou de outros cargos da mesa, como a relatoria. Rossi também declarou que o provável indicado será o deputado Sérgio Souza (PR).

O líder do PSL, delegado Waldir (GO), garantiu ao Correio que houve um compromisso de Maia para que o partido governista tivesse as duas primeiras escolhas. Assim, como os pesselistas têm direito a três comissões, escolheriam a CCJ, a CFT e a terceira ainda não está definida, mas há o desejo pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Credn).

As indicações do PSL seriam da deputada Joice Hasselmann (SP) para a presidência e do deputado Heitor Freire (CE) para a vice-presidência. Os dois postos seriam invertidos no segundo biênio, reforçaram integrantes da legenda. Segundo Joice Hasselmann, não se pode desconsiderar a influência do MDB, mas é “pouco provável” que o PSL também ceda. “Se o MDB falou que o Maia garantiu (a eles a comissão), tem algum problema. Eles foram os últimos a entrar no bloco”, afirmou.

O deputado Guiga Peixoto (PSL-SP) foi ressaltado pela parlamentar como uma pessoa “preparada” e um possível integrante do partido na CFT. Joice Hasselmann defendeu também que quadros técnicos sejam indicados pelos demais líderes da Câmara. Ao comentar sobre como atuaria no comando da CFT, a congressista enfatizou que o presidente tem de ter “mão forte” para manter a ordem dos trabalhos.

Disputa interna
A briga pela presidência da CCJ tem ficado cada vez mais difícil para a deputada Bia Kicis (PSL-DF) que ambiciona o posto. Ela se diz confiante, mas revelou que o deputado Felipe Francischini (PSL-PR) havia feito um pré-acordo no partido para assumir a função. A parlamentar, no entanto, explicou que existe a possibilidade de assumir a vice-presidência e alternar com o correligionário no ano seguinte. “Estou em campanha dentro do partido”, garantiu.

No PP a decisão continua a mesma, o partido deve escolher a Comissão de Agricultura, já que a legenda conta com um grande número de integrantes ligados ao agronegócio. A segunda escolha, porém, não foi decidida ainda.

Procurada, a assessoria de imprensa da Presidência informou que Rodrigo Maia deve definir as comissões até o fim do mês.  

Correio Braziliese

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