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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Partidos iniciam disputa pelas comissões da Câmara dos Deputados



As 25 comissões da Câmara começaram a ser alvo de disputa dos partidos. As primeiras reuniões, iniciadas ontem, mostraram brigas internas dos blocos que foram formados para a eleição da Mesa Diretora. Enquanto o PSL, legenda do governo, deve ficar com a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), o bloco da oposição, possivelmente, perderá as principais presidências.

A CCJ, principal comissão da Câmara, deve ficar com o PSL porque é o maior partido do bloco que reelegeu o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). No entanto, o nome para comandá-la não está definido, já que quatro parlamentares disputam a indicação. A deputada Bia Kicis (DF), recém-filiada à legenda, lidera as articulações. Segundo ela, a formação jurídica de 24 anos como procuradora e a “boa relação” com o ministro da Economia, Paulo Guedes — essencial para o governo que pretende aprovar a reforma da Previdência ainda neste semestre —, lhe dão vantagem sobre os correligionários. “Eu me coloco como forte candidata por isso. Além de ser fiel seguidora das pautas e das ideias do presidente Jair Bolsonaro”, declarou. De acordo com integrantes da sigla, a intenção é comandar também a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Credn).

Com direito a duas comissões, o PDT, também integrante do bloco vencedor, mas que se diz oposição ao governo Bolsonaro, fechou um acordo com Maia para que, durante os dois anos do mandato do presidente, passe por quatro comissões importantes. “Foi um pré-acordo feito durante negociação com o bloco. Teremos a titularidade de duas comissões importantes a cada ano”, contou o deputado Mário Heringer (MG).



Também desejada pelos partidos, a Comissão de Finanças e Tributação é ambicionada pelo PSD, que declara uma “democratização” das escolhas, já que o PSL deve assumir o comando da CCJ. Parlamentares do PP, legenda que também tem direito a duas presidências, explicaram ao Correio que a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Capadr) tem sido a mais cobiçada e foi a mais votada entre os progressistas na última reunião. A comissão é tida como estratégica, pois a sigla conta com um número expressivo de congressistas alinhados à Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA).


Controle


O bloco formado por PT, PSB, PSol e Rede terá direito a cinco cargos-chave, porém, o processo de escolha deve prejudicar a oposição. Eles só poderão começar a escolher na 14ª pedida. O protagonismo das duas maiores legendas da composição deve impedir que Rede e PSol assumam alguma presidência. A intenção também é revezar a liderança da minoria entre o PT e o PSB. O primeiro ano possivelmente ficará com os socialistas. Em seguida, o posto ficará a cargo de um petista.

Um dos objetivos da oposição é tentar ter o controle da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (Cdhm) para, assim, evitar o que ocorreu em 2013, quando o deputado Marco Feliciano, agora no Podemos, chegou ao posto. Na época, a comissão foi alvo de críticas e manifestações. Desde então, o PT sempre esteve na presidência dela. Segundo petistas, partidos do governo, em especial o PSL, pretendem assumir o controle. Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), a comissão precisa ser um instrumento de respeito às minorias. “Pouco importa qual seja o partido, mas é importante que a comissão cumpra a missão prioritária de respeito democrático”, afirmou.


Correio Braziliense

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