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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Embaixador confirma presença do premier de Israel na posse de Bolsonaro


O embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, confirmou ao jornal O Globo que o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, estará na posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, em 1º de janeiro, em Brasília. A previsão é de que Netanyahu chegue ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (27/12) e se encontre com Bolsonaro na sexta.

Ainda segundo O Globo, a decisão revela uma mudança de ideia de Netanyahu, que foi um dos primeiros líderes a confirmar presença na cerimônia, em novembro. Nos últimos dias, porém, ele havia decidido não mais comparecer. Com a presença na posse, o primeiro-ministro cumprirá uma agenda de cinco dias no Brasil, período considerado como fora dos padrões para as viagens de um líder internacional. Além disso, a política em Israel vive momento conturbado. Na última segunda-feira (24/12), Netanyahu concordou em antecipar as eleições em seu país para abril, depois que a coalizão governista ficou sem a quantidade necessária de votos para aprovar um projeto de lei.

Antes da posse, o primeiro-ministro israelense também deve se reunir com os futuros ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. "Os dois países sempre tiveram boas relações, embora tenham ficado menos próximos nos últimos anos. Com o novo governo de Bolsonaro, sua declaração sobre a amizade e a importância de trazer tecnologias para o Brasil, surge uma nova época nas relações entre os dois países, que têm os mesmos valores democráticos e culturais", afirmou o embaixador ao O Globo.

Considerada sem precedentes, a viagem de Netanyahu será a primeira de um líder israelense em exercício ao Brasil. Ela acontece após Bolsonaro sinalizar que pretende aproximar relações com o país. Nesta semana, o presidente eleito anunciou que o futuro ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, visitará Israel.

Ainda na campanha, Bolsonaro prometeu transferir a embaixada brasileira no país para a cidade de Jerusalém, o que provocou reações. A mudança significaria o reconhecimento pelo governo brasileiro da cidade como capital de Israel e romperia com uma postura tradicional da diplomacia nacional, seguindo o mesmo caminho do presidente americano Donald Trump. Na semana passada, a Liga Árabe aprovou, no Cairo, uma resolução pedindo que o Brasil "respeite o direito internacional" e que abandone a ideia de mudar o endereço da embaixada.

Outra decisão anunciada pela Liga Árabe foi o envio de uma "delegação de alto escalão" ao Brasil para tratar do assunto. O argumento dos árabes contra a mudança está baseado em diversas resoluções aprovadas nos últimos anos na ONU. Em dezembro de 2017, por exemplo, o governo de Michel Temer foi um dos 128 países que apoiou uma resolução na ONU condenando a decisão de Trump de transladar sua capital em Israel para Jerusalém. Segundo o texto aprovado, uma decisão de qualquer governo questionando o status da cidade deve ser considera como "nula e inválida".

Ao estabelecer a criação do Estado de Israel, depois da Segunda Guerra Mundial, a ONU também indicou que Jerusalém deveria ser mantida como "corpus separatum", uma espécie de status internacional. Na guerra entre 1948 e 1949, a cidade foi dividida entre o setor Ocidental e Oriental, esta com uma população palestina. Em 1967, Israel ocupou Jerusalém oriental, incluindo locais santos para as três religiões monoteístas. Uma eventual decisão de Bolsonaro de transferir a embaixada significaria que o Brasil aceita a ideia de que Jerusalém é a capital israelense, e não mais uma reivindicação palestina.
Os países árabes ameaçam tomar "medidas políticas, diplomáticas e econômicas necessárias" caso o Brasil confirme a intenção de mudar a embaixada. Entre os diplomatas árabes, a avaliação é de que a visita de Netanyahu seja uma forma encontrada por Tel-Aviv para pressionar Bolsonaro a manter sua promessa de campanha. 
Com informações da Agência Estado 

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