Leônidas Cristino crítica a saída do Brasil do protagonismo nas discussões sobre Mudanças Climáticas - CONEXÃO NOTÍCIA - Wellington Marques

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Leônidas Cristino crítica a saída do Brasil do protagonismo nas discussões sobre Mudanças Climáticas


Senhor Presidente,

A retirada da candidatura do Brasil para sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 25, que seria realizada em novembro de 2019, é o retrato da atitude de negligência do presidente eleito com a questão do clima e do aquecimento global. O protagonismo do Brasil na complexa questão do clima mundial não é perceptível pela ótica da ideologia e do preconceito com o tema.

Foi uma conquista do Brasil ser escolhido como sede desse fórum mundial que discute o futuro do planeta. A confirmação da escolha chegou a ser comemorada pelo atual governo, que relacionou o feito ao papel de liderança mundial do País em temas do desenvolvimento sustentável.

Os motivos alegados pelo presidente eleito para a retirada da oferta: A limitação de orçamento e a formação do “Triplo A” (corredor ecológico ligando Andes ao Atlântico via Amazônia, sugerido por uma ONG Colombiana, mas que nunca foi cogitado por nenhum órgão internacional) não correspondem à realidade. A decisão estapafúrdia alinha-se às seguidas declarações do próximo presidente contrárias a pautas ambientalistas e a não menos disparatada posição do seu futuro ministro das Relações Exteriores que prometeu combater as ideologias na política externa, entre elas a que denomina de "alarmismo climático".

O que está em jogo é o futuro do planeta. Ideologia alguma é capaz de mascarar o que acontece com o clima na terra. Ignorar essa realidade não é uma conduta responsável com a população das regiões a serem impactadas pelas mudanças climáticas com eventos extremos, secas, inundações e incêndios.

Seis anos de seca no Nordeste não é à toa. É uma atitude irresponsável com as gerações futuras tratar com desdém essa questão, em nome de um modelo predador de exploração econômica. Já se sabe as consequências danosas da ação do homem sobre o clima. O preço a pagar é o sacrifício de vidas humanas.

O Brasil, dotado pela natureza com uma das maiores biodiversidades no mundo, líder global na produção agropecuária, tem exercido papel de protagonista nas discussões das mudanças climáticas, desde que realizou a Conferência Rio 92 e depois a Rio+20, em 2012.

Estudos indicam que para cada US$ 1 dólar investido na prevenção, são economizados US$ 7 dólares que seriam gastos com as medidas de mitigação dos impactos do clima.

O desmatamento é um dos fatores do aquecimento global. Os outros são a emissão de gases causadores do efeito estufa, combustão de combustíveis fósseis e uso da terra.

Relatório da Organização Meteorológica Mundial aponta 2018 como o quarto ano mais quente da história desde 1850, sendo a maior alta registrada no triênio 2015 a 2017.

Muito obrigado.

Leônidas Cristino
Deputado Federal– PDT/CE

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