Deputados querem aceno de Bolsonaro para votar reforma da Previdência - CONEXÃO NOTÍCIA - Wellington Marques

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Deputados querem aceno de Bolsonaro para votar reforma da Previdência


Previdência seja aprovada, os caciques dos principais partidos esperam um aceno mais claro do presidente eleito Jair Bolsonaro. Ontem, durante todo o dia, deputados de uma eventual e futura base do governo previam uma melhora no cenário econômico do país com a mudança nas regras de aposentadoria.

Alguns mais otimistas chegaram em conversas reservadas a falar num avanço de 7% do PIB. A questão, entretanto, é que a equipe econômica de Bolsonaro e os principais interlocutores no Congresso ainda não deixaram claro como serão as negociações e os acordos. “Não adianta apenas atacar com palavras e dizer que querem aprovar o texto ainda neste ano”, disse um integrante do Centrão, grupo político composto pelas siglas PP, PR, PSD, PTB, PROS, PSC, SD, PRB, PEN, PTN, PHS e PSL.

O que está em jogo é convencer cerca de 200 parlamentares derrotados nas urnas que não teriam nenhum ganho político com a aprovação. No início da semana, o futuro chefe da Casa Civil de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, chegou a sugerir que parte dos parlamentares que perderam nas urnas fossem convidados para compor o novo governo. “O problema é que não dá para oferecer 200 postos para todo esse pessoal na Esplanada”, pontuou.

Outro ponto é a negociação para a Presidência da Câmara, que tem como principal candidato o atual chefe da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele precisa compor com uma série de partidos para sair vitorioso, inclusive com a oposição. Segundo parlamentares ouvidos pela reportagem, os interlocutores do grupo de negociação de Bolsonaro com o Congresso teriam de buscar acordo mais direto com Maia.

Na opinião do deputado Chico Alencar (PSol-RJ), é difícil que o governo Michel Temer consiga o apoio de 308 deputados nos próximos dois meses, número necessário para se aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), depois de ter falhado nessa missão no início do ano e no fim do ano passado. “Tem deputado que não foi reeleito, que já está arrumando as malas. Não vai querer se desgastar”, lembra. Além da pouca disposição dos deputados, outro obstáculo é que, para retomar a PEC, seria preciso suspender a intervenção federal no Rio de Janeiro, prevista para acabar em 31 de dezembro.
 

Precipitação

O deputado Major Olímpio (PSL-SP), um dos aliados de Bolsonaro, avalia que a proposta não será aprovada este ano da forma como está. Ele mesmo afirma que não seria favorável ao texto, caso fosse ao plenário nas próximas semanas. Na terça-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que seria “um pouco de precipitação” precisar a data de votação da PEC. “Votar qualquer matéria, Previdência ou não, para o futuro governo sofrer uma derrota, eu acho que é ruim para quem entra. Vamos ter de ter paciência”, disse.
 
A PEC do governo Michel Temer foi enviada ao Congresso em novembro de 2016 e aprovada pela comissão especial da Câmara no ano passado, mas não chegou a ser votada no plenário por falta de apoio. Depois de algumas mudanças no texto, a versão que tramita atualmente prevê idades mínimas iniciais de 53 anos para mulheres e 55 anos para homens, avançando ao longo de duas décadas para as exigências de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.
 

Sem corruptos no governo

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse ontem, pelo Twitter, que não vai nomear condenados por corrupção para o seu governo e que anunciará os nomes dos ministros por meio das redes sociais. Horas antes, ele confirmou a indicação do ex-astronauta Marcos Pontes para comandar o Ministério da Ciência e Tecnologia. “Nossos ministérios não serão compostos por condenados por corrupção, como foram nos últimos governos. Anunciarei os nomes oficialmente em minhas redes. Qualquer informação além é mera especulação maldosa e sem credibilidade”, tuitou. As declarações de Bolsonaro trazem incertezas sobre a possível ida do deputado Alberto Fraga (DEM-DF), condenado a quatro anos, dois meses e vinte dias de prisão, em regime semiaberto, pela prática do crime de concussão. 

Correio Braziliense

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