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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Com a candidatura de Alckmin empacada, Centrão está de olho em Ciro


Às vésperas da eleição, pouco mais de 48% dos eleitores de Geraldo Alckmin (PSDB) cogitam mudar de voto, segundo o último levantamento da pesquisa DataFolha. Enquanto a indefinição da cúpula petista pairava sobre as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Fernando Haddad, o PT chegou a ser “desconsiderado” nas pesquisas de intenção de voto. Nesse cenário, Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) chegaram a ocupar, respectivamente, o segundo e o terceiro lugares entre os eleitores. Logo após, aparecia Alckmin. Ao longo das pesquisas eleitorais, a postulante da Rede e o tucano perderam espaço e devem sair da disputa menores do que entraram.

Com especial dificuldade em deslanchar a candidatura, Alckmin poderá sofrer novo revés. Ele está prestes a perder o apoio do Centrão, bloco formado por DEM, PR, PP, PTB, PSD, PRB, PPS e Solidariedade. Fiadores da campanha tucana, representantes dos partidos planejam um desembarque tão logo exista um caminho passível de trilhar. Entre as opções, o nome de Ciro Gomes é um dos mais viáveis. O pedetista disputava com Alckmin a cobiçada aliança do Centrão, que injetou dinheiro e tempo de tevê no PSDB, o recordista em propagandas eleitorais.

“O Centrão deu aporte aos tucanos, mas a desidratação foi maior. A dificuldade de encontrar apoio no próprio partido fez com que a vitória se distanciasse. O ex-presidente FHC (Fernando Henrique Cardoso) demorou para colocar fé no Alckmin. Tinha uma disputa interna com o (João) Doria. Muita coisa para resolver”, avaliou Leandro de Freitas, coordenador do curso de ciência política da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Integrantes do Centrão flertam com outros presidenciáveis desde a semana passada. Após muitas reuniões, decidiram que o desembarque é necessário. Diante de uma negativa do presidente do DEM em analisar um segundo turno apenas entre Bolsonaro (PSL) e Haddad, caciques dos demais partidos levaram o nome de Ciro à mesa. O ex-governador do Ceará também recebeu acenos do Centrão na pré-campanha, mas o namoro não se concretizou. Aliados dizem, agora, que “o PDT também é uma opção”.

Inicialmente, as conversas sobre o apoio do bloco parlamentar giravam em torno de Bolsonaro e Haddad. Como o forte do Centrão não é ideologia,  isso permite a mudança tanto para a direita quanto para a esquerda. O nome de Ciro surgiu como uma terceira opção, após o candidato pedetista ganhar fôlego nas redes sociais entre a classe média, mulheres e gays. “É uma resposta à rejeição de Bolsonaro e ao antipetismo, ainda aflorado após o impeachment de Dilma Rousseff”, explica um integrante do Centrão.


Movimentação

Especialistas acreditam que o objetivo do Centrão num eventual apoio a Ciro é desbancar Haddad, colocando o PDT na linha de frente dos que rejeitam Bolsonaro. O analista político da Capital Investimentos Vinícius Carvalho afirma que “a movimentação ocorre em um momento em que há a possibilidade de trocar Bolsonaro ou Haddad por Ciro Gomes. Embora ele esteja no segundo pelotão, tem menores índices de rejeição e, conforme as pesquisas, seria o único nome que desbancaria o militar no segundo turno”.

O passaporte de Ciro para o segundo turno ainda é considerado um problema. Pesquisas apontam que 26% dos eleitores dele pensam em migrar para Haddad. Números do DataFolha, entretanto, mostram que, numa eventual disputa com Bolsonaro em 28 de outubro, Ciro venceria por 45% a 39%. Na semana passada, o pedetista tinha 44%, e o deputado federal marcava 35%.

Correio Braziliense

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