Cid e Ciro faltam a convenção que homologou aliança para reeleição de Camilo - CONEXÃO NOTÍCIA - Wellington Marques

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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Cid e Ciro faltam a convenção que homologou aliança para reeleição de Camilo

Em um ginásio lotado, duas ausências foram fortemente sentidas durante convenção de PT e PDT para homologar a chapa majoritária composta por Camilo Santana (governador, candidato à reeleição), Izolda Cela (vice-governadora) e Cid Gomes (para uma das vagas de senador). Dois dos principais nomes do PDT, Cid e Ciro Gomes não prestigiaram o evento.
Considerado nomes de peso da coligação “Com a Força do Povo”, os irmãos Cid e Ciro Gomes, candidatos ao Senado e à Presidência da República, respectivamente, pelo PDT, não participaram do mais importante evento eleitoral cearense deste ano até aqui.
Nos bastidores, a ausência repercutiu como uma possível reação a aliança informa de Camilo e Eunício Oliveira (MDB). No sábado, Camilo participou da convenção que homologou a candidatura e Eunício e chegou a declarar voto no emedebista. Neste domingo, no entanto, Eunício não também não compareceu ao ato.
Divisão
A eleição para o Senado mostra uma divisão poucas vezes vista em aliança. As siglas foram divididas entre “quem vai com Cid e quem fica com Eunício”. As parcerias já estão definidas. Apoiarão a reeleição de Eunício Oliveira: PSD, PRB, Podemos, Avante, PHS, PSC e Solidariedade. Todos as demais legendas da maior coligação da história do Ceará ficarão com Cid.
Discurso
Durante 17 minutos, Camilo discursou para a plateia. Fez uma espécie de balanço e poucas críticas indiretas aos adversários. Sobre os aliados, não chegou nem a citar Eunício mas rasgou elogios a Cid e a quem chamou de “maior homem público da história do Ceará”, emendando não ter dúvidas de que “o Cid no Senado será muito importante pra construir o projeto em curso aqui.”
Lula ou Ciro
Outra saia justa foi a presença de dois candidatos à Presidência da República no material de campanha da convenção. Lula e Ciro apareceram nos banners da chapa governista. Juntos e separados. Na fachada e no palco do ginásio que sediou a convenção. O ex-presidente não foi citado nos discursos de Camilo e Izolda. O pedetista também não.
Mas, após o  evento, a vice-governadora confirmou que tem divergências com Camilo e que vota em Ciro. “No filtro geral, nós [Izolda e Camilo] temos grandes convergências. Convergências que superam qualquer questão relacionada às dinâmicas e configurações partidárias, que são normais. De maneira nenhuma desprezo o legado do ex-presidente Lula, a quem respeito. Mas neste momento, dadas as condições, é a voz do Ciro que considero importante para vencer forças retrógradas que tentam ocupar espaços de poder”, disse a vice-governadora.
Proporcionais 
Sobre a composição para a disputa proporcional, duas querelas impediram de acontecer, até a convenção, o esperado anúncio das coligações. Ambas as pendências referem-se à aliança para eleger deputados federais. Uma delas é com quem o PP fica: com PT ou PDT. A outra é a discordância do PT de compor chapa com PSB. Conforme Nelson Martins, o coordenador de campanha de Camilo Santana, os petistas entendem que os socialistas têm dois candidatos a deputado federal com enorme potencial de votos. Isso poderia tirar uma vaga do PT na Câmara.
Enxaqueca
As articulações estão a cargo de Cid Gomes e, segundo Nelson, para a eleição de deputados estaduais, alguns martelos já foram batidos. As dificuldades de chegar a acordo, no entanto, teriam tirado Cid da convenção deste domingo. “O Cid passou até de madrugada construindo as coligações pros deputados, que ainda nem conseguiram resolver. Tá complicado resolver, mas nós vamos resolver. Ele [Cid] mandou mensagem três e meia da manhã e amanheceu com uma enxaqueca danada”, explicou Camilo.
Com informações do jornalista Bruno de Castro

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