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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Doze trabalhadores em condição de escravidão são resgatados em prédio abandonado de Fortaleza


Doze trabalhadores da construção civil foram resgatados na noite desta quarta-feira (11) em um edifício abandonado na avenida Rogaciano Leite, em Fortaleza. No local, foram identificadas condições que caracterizam trabalho escravo, como ausência de trato sanitário e de iluminação, além de irregularidades trabalhistas, já que o grupo não possuía carteira assinada, não tirava férias e morava ali há cerca de sete anos.
Ministério do Trabalho (MT), Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal (PF) participaram da operação e também investigam envolvidos.
Segundo Daniel Arêa, chefe da fiscalização do Ministério do Trabalho, o grupo foi encontrado em condições de escravidão. No prédio, a iluminação é precária, feita de forma clandestina, trazendo risco de incêndio. Além disso, não há instalação sanitária.
Os trabalhadores, que têm entre 40 e 50 anos, vieram das cidades de Aracoiaba e Beberibe, no interior do Estado, e faziam as necessidades fisiológicas no matagal em torno do edifício.
O fiscal também conta que o lixo era depositado dentro do próprio edifício, já que não é uma residência registrada e por isso não há coleta. O prédio, abandonado e ainda em construção, está somente no reboco, um ambiente onde paredes e piso não são higiênicos. As cozinhas também eram improvisadas e sujas. Os trabalhadores ficavam no local durante a semana e voltavam para os interiores nos fins de semana.

Aliciamento

“Eles viviam num ambiente totalmente degradante e sem carteira assinada. Sete anos numa situação dessas, sem tirar férias, 13º salário, FGTS… Foi uma violação também dos direitos dos empregados. Total desrespeito à dignidade da pessoa humana. Até sem água potável… Nem sei de onde a água era. A alimentação era precária, eles comiam basicamente ovo, arroz e feijão e não houve nenhuma providência do empregador”, explicou Daniel Arêa. Ainda não se sabe sobre a responsabilidade da obra.
De acordo com o fiscal, havia uma cadeia de aliciamento e recrutamento desses trabalhadores no interior do Estado. “Havia uma pessoa que morava lá junto (com os trabalhadores), era como se fosse o líder da obra. Ele tinha contato direto com a pessoa que fazia aliciamento e essa pessoa tem contato direto com o empreiteiro e ele com a construtora. Estamos investigando para chegar ao final dessa cadeia”, disse o chefe de fiscalização do Ministério do Trabalho.

Trabalhadores resgatados

Doze trabalhadores são encontrados em condições semelhantes a de trabalho escravo em prédio de Fortaleza. (FOTO: Divulgação/Ministério do Trabalho)

Tribuna do Ceará

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